MEC
muda Enem e conteúdo de prova será
reformulado

Os
vestibulandos deste ano já podem
ter acesso à matriz dos conteúdos
que serão cobrados no Enem (Exame
Nacional do Ensino Médio) este
ano. Como a prova será utilizada
por diversas universidades federais do
País, ou como forma parcial ou
plena para o ingresso nos seus respectivos
cursos de graduação, o Enem
foi reformulado.
Aprovada,
ontem, pelo Consed (Conselho Nacional
de Secretários de Educação),
a matriz do Enem foi organizada em quatro
áreas: linguagem, ciências
da natureza, ciências humanas e
matemática.
Dessa
forma, o novo Enem, que acontecerá
nos dias 3 e 4 de outubro, exigirá
dos estudantes os mesmos conteúdos
pedidos pelos vestibulares, mas com um
formato de prova diferenciado. Assim,
a forma de perguntar do Enem será
mantida, porém terá a abrangência
de conteúdos dos tradicionais vestibulares
do País.
"Será
exigido do estudante uma capacidade maior
de raciocínio e menor de memorização",
afirmou o ministro da Educação,
Fernando Haddad. Além disso, as
famosas pegadinhas estarão de fora
da prova, garantiu ele.
O
Consed entende que o novo formato do Enem
permitirá a reestruturação
do Ensino Médio e com isso, o currículo
dessa etapa do ensino passará a
orientar os processos seletivos das universidades
e faculdades, e não o contrário,
como acontece hoje.
Na
opinião do ministro, este novo
tipo de prova também irá
facilitar a vida do estudante brasileiro,
já que ele não precisará
fazer várias provas.
Com
a definição da matriz de
conteúdo do Enem, o comitê
de governança desse novo modelo
de prova representado pelo Mec, além
dos reitores de universidades e secretários
estaduais de educação, poderão
sugerir mudanças para o aprimoramento
das próximas edições
do exame.
Para
que isso ocorra, serão criadas
comissões temáticas com
especialistas de cada área do conhecimento
estabelecida na matriz do Enem, com o
intuito de analisar o conteúdo
que será cobrado nas próximas
edições.
Além
de ter o Enem como forma de ingresso nas
universidades federais que aderirem, o
MEC está com a proposta de tornar
a prova universal, a partir de 2010, ou
seja, todos os estudantes da rede pública
serão obrigados a fazer a prova
para obter o certificado de conclusão
do Ensino Médio.
Entretanto,
se a proposta for aceita, Haddad destacou
a importância de se fazer um estudo
de logística, para garantir o acesso
de todos os estudantes aos locais de prova.
"Mais
do que a aferição do conhecimento
do aluno, a prova pode representar o acesso
dele à universidade, o que exige
cuidados maiores com a segurança",
concluiu o ministro.