Público
expressivo prestigia audiência pública
sobre a usina hidrelétrica de Colíder

Aproximadamente
250 pessoas prestigiaram a audiência
pública realizada ontem em Itaúba,
na Câmara de Vereadores, para apresentação
dos estudos de impacto ambiental do aproveitamento
hidrelétrico de Colíder.
Durante
quase três horas a população
acompanhou a apresentação
dos estudos e projetos para a construção
da usina hidrelétrica do município
de Colíder. Durante o evento o
geógrafo da empresa JGP e coordenador
do projeto e estudo para implantação
da usina, Marlon Rogério Rocha,
apresentou todo o estudo e respondeu diversos
questionamentos feitos pela população
presente. “São várias
etapas para se realizar esses estudos
de implantação de uma usina
hidrelétrica. Algumas delas são
os estudos de alternativa, caracterização
da obra, definição da área
de influência do empreendimento,
diagnóstico socioambiental dessa
área, identificação
de impactos positivos e negativos e proposição
de medidas para mitigar ou potencializar
tais impactos”, explicou a respeito
do desenvolvimento do projeto.
Para
o prefeito de Itaúba, Raimundo
Zanon, a construção dessa
usina será uma excelente oportunidade
para o fomento da economia do município.
“Além de ser beneficiada
em impostos e royalties, Itaúba
vai ganhar em geração de
emprego, de renda e capacitação
profissional da mão de obra local.
Com certeza o município, e toda
a região, vai ganhar muito com
essa obra e se lançar ao desenvolvimento
econômico”.
De
acordo com o projeto, Itaúba terá
a maior parcela em área alagada,
103,30 km² ou 1,82% do município.
Ao todo 95 km do rio Teles Pires serão
afetados com obras, sendo que toda essa
extenção está na
área de Itaúba em toda a
margem esquerda do rio. E por isso receberá
o maior montante em recolhimentos de impostos
durante o período de execução
das obras, previsto em 3,5 anos, com geração
de até 2,7 mil empregos diretos.
Nova Canaã do Norte também
será beneficiada com o recolhimento
de impostos, porém os municípios
de Colíder e Cláudia não
serão beneficiados, uma vez que,
apesar de a base de trabalho ser montada
em Colíder, não haverá
obras em ambas as cidades. Além
de Itaúba, outros municípios
serão alagados, como Nova Canaã
do Norte em 22,9 km² ou 0,40 % do
município, Colíder em 16,20
km² ou 0,53% do município
e Cláudia em 1,10 km² ou 0,03%
do município.
Estiveram
presentes a audiência o promotor
público de Itaúba, Washington
Eduardo Boreré; representantes
do Conselho Estadual do Meio Ambiente
(Consema) e da empresa Eletronorte; além
do deputado Estadual, Nilson Santos; prefeito
de Colíder, Celso Banazeski; do
secretário Municipal de Indústria
e Comércio de Colíder, Lourenço
Maroni; do prefeito de Itaúba,
Raimundo Zanon; e da vice-prefeita e secretária
Municipal de Agricultura, Desenvolvimento,
Meio Ambiente e Turismo de Itaúba,
Rosana Massaro Rebussi.
Outras
duas audiências ainda serão
realizadas nos municípios de Colíder
e Nova Canaã. Em Cláudia
a audiência foi realizada no dia
13 de outubro. O relatório de impacto
de meio ambiente foi concluído
em meados de setembro e está à
disposição da população
na sala de entrada da Câmara de
Vereadores de Itaúba. A usina terá
capacidade de 342 mw de energia.
Após
a realização de todas as
audiências públicas será
feito o leilão, previsto para o
mês de dezembro de 2009, para definir
a empresa que implantará e custerá
as obras da usina. A previsão é
que os trabalhos comecem em 2010, no início
do período de seca, e que gerem
três mil empregos diretos durante
cerca de cinco anos. No total a usina
vai gerar um alagamento numa área
de 11 mil hectares, sendo que as propriedades
a serem alagadas serão indenizadas.
Quando entrar em funcionamento, a usina
será interligada ao sistema nacional
de energia e a prioridade de distribuição
da energia será dentro do Estado
de Mato Grosso e na região Norte.