Soja
pode prejudicar ação do
esperma, diz estudo

Mulheres
que estão tentando engravidar devem
evitar comer muita soja, indica um estudo
britânico apresentado numa conferência
sobre a fertilidade em Copenhague, na
Dinamarca. Ao apresentar os resultados
do seu estudo a uma platéia de
especialistas, a professora Lynn Fraser,
da King's College, em Londres, disse que
o grão contém uma substância
chamada genisteína que pode "sabotar"
o esperma na sua corrida para fecundar
o óvulo.
Fraser
acredita que mulheres que não consumirem
soja no período fértil terão
mais chances de engravidar. Segundo a
professora, até mesmo doses minúsculas
do alimento no organismo feminino podem
prejudicar a fecundação.
A
genisteína está presente
em todos os produtos que contêm
soja, ingrediente abundante nas dietas
vegetarianas. Segundo a cientista, a substância
detona uma reação no esperma,
fazendo com que ele "amadureça"
antes do tempo. Dessa forma, quando chega
ao óvulo, o esperma que entrou
em contato com a genisteína já
perdeu a capacidade de fecundá-lo.
Ela
explica que não faria sentido tirar
a soja da dieta masculina porque, quando
ainda está no corpo do homem, não
há nada a ser fertilizado. Segundo
Fraser, o esperma humano se mostrou muito
mais sensível à genisteína
do que o esperma de ratos.
Ela
disse que é difícil calcular
que quantidade de soja seria seguro consumir
sem afetar a fertilidade. "Não
é uma questão de parar completamente
de comer produtos contendo soja. Mas pode
ser melhor para uma mulher evitá-los
por alguns dias enquanto ela estiver ovulando."
Trabalhos
anteriores de Fraser indicaram que substâncias
semelhantes à genisteína
- como o lúpulo, encontrado na
cerveja - podem prejudicar a fertilidade.
Por isso, ela recomenda que mulheres que
queiram engravidar também evitem
tomar cerveja. Todas essas substâncias
enfraquecem o estrógeno, mas Fraser
não acredita que o seu efeito no
esperma seja o mesmo que acontece no hormônio
feminino.