Estudo:
Níveis baixos de álcool
prejudicam fetos

Gestantes
podem provocar danos permanentes em seus
bebês mesmo ingerindo níveis
baixos de álcool durante a gravidez,
alertaram cientistas após um novo
estudo. Problemas sérios como dificuldade
de aprendizados e anomalias físicas
costumam ocorrer quando as mães
bebem grande quantidade de álcool,
especialmente a síndrome alcoólica
fetal, mas os pesquisadores americanos
afirmam que os estudos precisam agora
enfocar os danos causados pela exposição
do feto a baixos níveis de álcool,
segundo o jornal Daily Mail.
O
último estudo, publicado na revista
científica Alcoolismo: Pesquisa
Clínica e Experimental, confirma
que a exposição a níveis
moderados de álcool também
afeta as funções cognitivas
das crianças, como a memória
e a capacidade de resolver problemas.
Os
pesquisadores descobriram que as crianças
levam mais tempo e tem menor eficiência
para resolver questões, especialmente
se envolve memória. O estudo avaliou
337 crianças afro-americanas, com
idade de 7 anos, que foram expostas a
moderado e alto nível de álcool
durante a gestação.
As
crianças conseguiam resolver problemas
com memória, números e outras
questões simples tão bem
quanto os que não foram expostos
ao álcool. Entretanto, quando as
crianças eram pedidas a responder
rapidamente enquanto ainda tinham que
pensar sobre qual seria o resultado, a
velocidade de resposta caiu dramaticamente,
"No passado, o foco dos estudos estava
inteiramente na síndrome alcoólica
fetal. Mais estudos recentes têm
considerado os danos provocados pela exposição
a baixos níveis. Este é
um importante foco", diz Julie Croxford,
da Universidade de Wayne, em Detroit.
O
Departamento de Saúde americano
adverte que as mulheres que estão
grávidas ou tentando engravidar
não devem beber mais que 1 a 2
unidades de álcool por semana.