Entenda
a síndrome do pânico

A síndrome
do pânico é uma doença
caracterizada por crises agudas de ansiedade
sem que haja um motivo aparente para tais.
Acredita-se que o sistema de "alerta"
normal do organismo - o conjunto de mecanismos
físicos e mentais que permite que
uma pessoa reaja a uma ameaça -
é desencadeado desnecessariamente,
sem haver perigo iminente.
Diagnóstico
e tratamento da síndrome do pânico
Algumas
pessoas são mais suscetíveis
ao problema do que outras. O cérebro
produz substâncias chamadas neurotransmissores
que são responsáveis pela
comunicação que ocorre entre
os neurônios (células do
sistema nervoso). Estas comunicações
formam mensagens que irão determinar
a execução de todas as atividades
físicas e mentais de nosso organismo
(andar, pensar, memorizar etc). Um desequilíbrio
na produção desses neurotransmissores
(serotonina e a noradrenalina) pode levar
algumas partes do cérebro a transmitir
informações e comandos incorretos.
Isto
é exatamente o que ocorre em uma
crise de pânico: existe uma informação
incorreta alertando e preparando o organismo
para uma ameaça ou perigo que na
realidade não existe. É
como se um despertador ássasse
a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas.
"São
crises espontâneas e repentinas
que criam uma sensação de
perigo ou morte iminente pelas pessoas
que a vivenciam", explica o psiquiatra
e grupo-terapeuta, Rogério Frajndlich.
As
principais características de quem
sofre o transtorno dizem respeito à
intensidade e freqüência. Alguns
sintomas e sinais podem estar mais acentuados
do que outros. Comumente caracterizam-se
por mãos que esfriam, gelam e apresentam-se
úmidas. O coração
acelera e bate forte. A respiração
é difícil e parece insatisfatória
como se houvesse sufocação.
O medo e a ansiedade são crescentes
e a pessoas que sofrem da síndrome
têm certeza de que algo muito estranho
e muito grave está acontecendo.
Nas
crises mais intensas, mãos, dedos,
músculos e ossos tremem, trazendo
desconforto - parece que o corpo repousa
sobre um vibrador. Podem ocorrer sensações
de desrealização e a pessoa
se perde no tempo e no espaço.
A boca fica seca, sente-se ânsia
de vômito, urgência para urinar
e o intestino solta. Tudo ocorre em poucos
segundos ou até minutos. A busca
por ajuda de emergência e o desespero
são comuns.
A
crise passa, em média, em 20 a
30 minutos, e dá lugar à
sensação de cansaço
e "pernas bambas". Quem sofre
com a síndrome pode chorar, descansar
ou dormir um pouco, recuperando-se totalmente
como se nada tivesse acontecido, diz Rogério.
Qualquer
pessoa pode ter um ataque de pânico,
mas geralmente é mais comum que
aconteça entre a puberdade e os
35 anos de idade com prevalência
no sexo feminino.