Saiba
o que é o soluço e quando
ele é perigoso

O soluço
é uma respiração
com espasmo repentino e involuntário
do diafragma, músculo respiratório
situado entre o abdôme e o tórax.
Geralmente, ele ocorre quando se come
muito rápido, por indigestão,
estresse, excitação e quando
se fuma ou bebe em excesso. Todos esses
fatores geram maior distensão do
estômago, ou seja, um pouco de ar
fica preso e acaba sem ter para onde ir.
Mas
existem outras causas do soluço,
como infarto agudo do miocárdio,
hérnia de hiato, esofagite de refluxo,
úlcera péptica, apendicite,
colecistite aguda, glaucoma, infecções
de garganta e ouvido, tumores do cérebro,
pescoço, tórax e abdôme,
meningite, uso de remédios como
sedativos, alterações metabólicas
como elevação do açúcar
do sangue e queda dos níveis de
potássio e sódio.
O
espasmo provoca o fechamento da glote
- a abertura localizada na laringe -,
que serve de passagem de ar para os pulmões.
Este fechamento é simultâneo
à contração do diafragma,
o que gera os "pulinhos" e o
barulho característico de quem
está soluçando.
A
situação é engraçada
e constrangedora, mas não apresenta
riscos e passa depois de alguns segundos.
Apenas em casos extremos há necessidade
de um sedativo recomendado por um médico.
"Crises (de soluço) são
caracterizadas pela presença de
quatro a sessenta soluços por minuto.
Soluços que duram mais de 48 horas
são chamados de persistentes e
os que duram mais de um mês, intratáveis.
Nestes dois últimos casos, o paciente
deve consultar o médico pelo risco
de doenças associadas", diz
a professora adjunta e chefe do setor
de Motilidade Digestiva da Unifesp, Luciana
Camacho-Lobato.
Para
evitar o soluço, nada melhor do
que comer devagar e pausadamente. Além
de afastar o "hic-hic" da mesa,
a tática ainda garante uma digestão
mais saudável. Outra precaução
é evitar encher demais o estômago,
reduzindo a quantidade de líquidos
e comida às refeições,
além de fumar e beber menos e evitar
o estresse.