Cirurgia
refrativa: a vida sem óculos

Para
quem tem problemas de visão, óculos
e lentes de contato são objetos
incorporados ao cotidiano, que às
vezes se tornam um incômodo. Porém,
com os avanços tecnológicos
das cirurgias refrativas, que corrigem
imperfeições da visão
(como miopia, hipermetropia e astigmatismo)
é possível enxergar sem
óculos, com uma operação
sem dores, pós-operatórios
rápidos e 95% de resultados positivos.
A
chegada dos aparelhos a laser, que esculpem
a córnea do paciente com precisão
milimétrica, tornou as operações
refrativas mais seguras, quando comparadas
às cirurgias de miopia, por exemplo,
feitas antigamente com um bisturi de diamante,
nas quais se corria o risco de ficar cego.
"Os
riscos hoje são raros. Pode ser
de infecção, como em qualquer
outra
cirurgia, ou no máximo de ressecamento
dos olhos", afirma oftalmologista
Paulo Fadel, um dos diretores da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Refrativa.
Segundo
Fadel, a finalidade da cirurgia é
neutralizar o grau que o indivíduo
tem no momento, mas há riscos de
o grau não estar estabilizado e
voltar a crescer.
Para
evitar que a deficiência volte,
o oftalmologista Mauro Campos, professor
e chefe do Instituto de Cirurgia Refrativa
da Unifesp, recomenda que a cirurgia seja
feita por pessoas acima de 21 anos com
o grau estabilizado há pelo menos
um ano e que tenham uma espessura adequada
da córnea, a lente externa do olho.
Para deficiências de miopia acima
de 8 graus, de hipermetropia de 4 e de
astigmatismo acima de 5 não é
aconselhável a cirurgia a laser,
e sim a interocular.
"O
mais importante na cirurgia é a
seleção que o médico
faz no exame pré-operatório,
em que avaliamos as condições
da córnea, local onde o laser vai
agir. O exame dura uma hora, enquanto
a cirurgia, nos dois olhos, demora 12
minutos", diz Campos.
Além
da cirurgia, o pós-operatório
também é rápido:
"O paciente demora 24 horas para
enxergar perfeitamente. Mesmo assim, tem
que evitar se expor ao sol, nadar, ir
a saunas, tomar vento, coisas do tipo",
afirma Fades.
Apesar
das vantagens e do aumento do número
de cirurgias no Brasil, o alto preço
da operação é um
limitante. "Cada olho custa, em média,
R$2.500 e os convênios de saúde,
seguindo a legislação da
Agência Nacional de Saúde,
só pagam a cirurgia de miopia para
quem tem um grau igual ou superior a 7º,
o que representa uma parcela muito pequena
da população. Por isso,
apenas 2% das pessoas que usam óculos
e lentes operam", conclui Campos.