Antes
e depois do palanque

Uma coisa que
evidentemente ninguém se preocupa, ou
pelo menos a grande maioria, é com o
antes e o depois do palanque, com o pré
e pós-eleições. Em época
de campanha eleitoral é extremamente
marcante essa realidade muitas vezes deprimente.
Alguns esquecem, e no período de tempo
muito curto, dos palanques passados e principalmente
dos futuros. Às vezes parece ingenuidade
de alguns, pois na política a constante
em que se vive é: uma caixinha de surpresa.
Um dia se está de um lado, e no outro
se pode estar no palanque do até então
adversário. Acordos políticos,
partidários, coligações,
enfim, independente do motivo que faz com que
o dia de amanhã seja incerto na política
é necessário agir com maturidade,
com coerência, e principalmente com respeito.
Respeito ao outro, com os eleitores, mas essencialmente
consigo mesmo, pois o povo não esquece
tão fácil das coisas não!
Alguns menosprezam essa inteligência e
agem como se amanhã as pessoas fossem
esquecer o que aconteceu hoje, trágico
engano.
Como
será possível passar para um município,
transmitir para o povo, a credibilidade, a confiança,
necessários para que todos possam acreditar
em dias melhores, em soluções
para seus problemas, em uma perspectiva de vida
com melhores condições para se
vivê-la, se a preocupação
de "alguns" homens públicos
infelizmente não é essa? Será
que alguns políticos não percebem
que para conquistar o respeito das pessoas,
como cidadãos, e principalmente como
seres humanos, é vital que as atitudes
caminhem para que isso se torne realidade, e
não o contrário. Ou será
que isso não importa tanto? Vale apenas
o voto? Encima dos palanques alguns por mera
questão partidária, esquecem do
passado recente e do futuro ainda ausente. E
mais do que mudar de sigla, de camisa ou de
boné: mudam o discurso, mudam os amigos,
mudam a cara. Antes o que era bom e prestava,
hoje não presta mais, quanta hipocrisia.
Bom seria de existisse na política o
valor de uma amizade, de estima, de consideração
ou gratidão. São sentimentos nobres,
dignos de quem tem consigo princípios,
valores, caráter e personalidade. É
incrível a facilidade com que as palavras
se perdem e ficam sem sentido. Ao invés
das propostas viáveis, dos projetos possíveis
de serem realizados, nascem às ofensas,
as agressões, a calúnia, difamação,
que cedem espaço a decepção
daqueles que acreditaram em alguém e
nas suas intenções. Isso estimula
cada vez mais a descrença na política
e nas pessoas que a fazem desse jeito.
É
encima do palanque, antes e depois, que se conhece
um verdadeiro Homem Público. Uma pessoa
comprometida com a realidade de cada lugar,
preocupada sinceramente com as necessidades
das pessoas, das famílias e que não
aparece apenas em época de campanha eleitoral.
Seja vereador, prefeito ou deputado, cada um
deveria ter consigo o compromisso da palavra
dada, da promessa feita, por que ela faz brotar
em cada coração e mente dos que
as ouvem um sonho, uma esperança, a renovação
da fé.
Como
disse há dias um dos senadores da república,
"Não ajudo as pessoas e seus municípios
como se estivesse fazendo favor, pois é
minha obrigação atender àqueles
que acreditaram em mim e em minha palavra".
Isso deveria ser exemplo de discurso de palanque
a ser seguido? Não. Esse é um
exemplo de político, de pessoa. Pois,
ano vai, cargo vem, e a palavra é a mesma,
o comprometimento também. Independente
da campanha, das eleições, das
coligações partidárias,
este homem faz jus ao nome que tem e construiu
com seu esforço. Pois tem respeito com
as famílias de todo país que estão
em casa sofrendo o bombardeiro de informações,
das inevitáveis intrigas, com o excesso
de propaganda eleitoral. E mais do que isso
tem visão de futuro em suas ações
e principalmente em suas palavras. Por isso
e por todo seu histórico, esse político
faz por merecer o título que recebeu
dos cidadãos mato-grossenses: o paizão
do Mato-Grosso, tanto antes quanto depois do
palanque!