Confinamento:
ferramenta de manejo de pasto

Assim como a irrigação,
o confinamento deve ser encarado como uma ferramenta
de manejo de pasto cujo principal objetivo é
permitir o aumento da capacidade de suporte
da propriedade, por minimizar os efeitos da
estacionalidade de produção forrageira.
O
insucesso de alguns confinamentos no passado
se deveu às margens estreitas ou inexistentes
para quem simplesmente comprava o boi magro
para confinar. Mesmo estando próximos
aos resíduos de agroindústrias,
em anos onde não existiu "repique"
da arroba na entressafra, era impossível
competir com a arroba produzida à pasto
e muitos confinadores "quebraram"
difundindo-se a idéia de que confinar
é mau negócio. Felizmente essa
visão está mudando e muitos pecuaristas
já admitem fazer o confinamento mesmo
que com "lucro zero" (arrobas engordadas
apenas pagam o custo do confinamento) desde
que consigam ganhar em escala de produção
nos pastos bem manejados e adubados na época
mais favorável do ano.
Desta
forma aumentam o número de arrobas produzidas
a baixo custo nos pastos, e ainda têm
a possibilidade de ganhar na valorização
dessas mesmas arrobas (nos anos de repique),
transferindo-as para serem vendidas na entressafra.
Mais
uma vez, planejamento e tecnologia são
as palavras de ordem para se manter na atividade.