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Opinião:

Atitudes que ajudam o desenvolvimento pessoal e profissional



     A primeira é não levar a vida muito a sério. É preciso focar na busca da solução e não nos problemas em si. A vida é um jogo de tabuleiro e temos que saber que estamos acima do tabuleiro. Você é mais do que sua carreira e do que os seus bens. Você usufrui disso tudo. É preciso se conectar com a essência.

     Os aspectos externos podem estar positivos ou negativos. Nunca ouvi falar de uma pessoa que no último momento de vida desejou ter trabalhado mais. Quem se leva a sério demais parece ter um parafuso atarrachado na cabeça. Vive processando preocupações e problemas.

     A vida não é um problema a ser resolvido. É um mistério a ser vivido. Muitas pessoas vão endurecendo ao longo da vida. Quando não se é pleno não se contribui com a plenitude.

     Também é importante a crença de que as coisas são possíveis. É preciso acreditar realmente nos próprios sonhos e não se contentar com resultados medíocres. Parece contradição com a primeira atitude, mas não é. A maioria das pessoas, hoje em dia, sequer se atreve a ter sonhos. É preciso não ter medo de pensar alto. Em geral, as pessoas limitam mais suas próprias possibilidades do que os fatores externos.

     Não podemos ser o carrasco dos nossos sonhos. Quando digo que não é para se levar a sério isso não significa não se esforçar em busca dos sonhos. É possível trabalhar muito duro e estar de bem com a vida. É preciso batalhar com atitude positiva. Outro dia, li uma declaração interessante do empresário David Feffer, da Suzano, que diz ter aprendido com o pai a seguinte lição: “Quando estiver diante de um grande problema, saiba que vai passar”.

     A terceira atitude é a capacidade de colocar em prática. Não adianta ficar esperando que todas as condições estejam perfeitas para sair em busca das suas metas. É preciso dar o primeiro passo. Comece já. Tenha ousadia e vá acumulando experiências, no princípio de forma modesta.

Mudanças

     Eu acredito que as pessoas só aprendem algo quando colocam imediatamente suas idéias em prática e mudam de comportamento. Se não há mudança de comportamento, significa que você apenas tomou contato com um conceito abstrato, ficou sabendo de algo, mas não aprendeu realmente. No mundo corporativo são comuns, por exemplo, os cursos de liderança, de criatividade e temas assim. Mas se ao voltar ao dia-a-dia de trabalho a pessoa não alterar em nada seu comportamento, significa que a experiência não teve valor algum.

O Processo de Reflexão e Planejamento Pessoal

     Há quem precise registrar seus planos e quem vá resolvendo o rumo a seguir enquanto caminha pela vida. Acredito que todos nós temos uma missão, uma visão e um conjunto de valores pelos quais nos guiamos. Mas nem sempre temos consciência disso. E aí há o risco de, por falta de auto-conhecimento, perder o rumo.

     Vou contar uma experiência pessoal. Quando adolescente, meu primeiro emprego foi como office-boy. Um dia encontrei um crachá no chão e escrevi: “Leimar, office-boy, futuro gerente”. A partir daquele instante não mais pensei e agi como office-boy, mas como alguém que estava em preparação para ser gerente. Outro dia me chamou a atenção uma frase da Luíza Trajano, proprietária do Magazine Luiza: “Duro não é ser pobre. É pensar como pobre”. Tendo consciência de seus valores pessoais e objetivos de vida é possível alinhar melhor as ações e gerir sua trajetória.

A era da competência e comprometimento

     Estamos na era da competência porque o conhecimento não é mais um diferencial. O volume de informação que está ao alcance de todos é incrível. Hoje em dia, por exemplo, estar conectado à internet não é uma vantagem. Mas não ter acesso a ela inviabiliza o desenvolvimento pessoal e profissional. O mundo está mudando muito rápido e quem não acompanha as inovações está fora do mercado de trabalho.

     Por outro lado, nunca o comprometimento foi tão importante para o sucesso dos indivíduos e corporações. O setor de serviços já é predominante em nossa economia. O serviço quem presta são as pessoas e, sem motivação e talento para lidar com os clientes, a qualidade deixa a desejar e o consumidor vai para a concorrência. Dentro das empresas, ao demonstrar comprometimento e empreendedorismo, os colaboradores se destacam. De nada adianta possuir alto conhecimento e pouco comprometimento.

Trabalho em Equipe

     A vida escolar não nos prepara para colaborar com o outro. Ao contrário, incentiva a competição para conseguir a melhor nota e, no momento de maior importância, pune a colaboração, que é chamada de “cola”. As empresas costumam ter um discurso de trabalho em equipe e oferecer reconhecimentos individuais. Nossa sociedade é individualista e precisamos nos esforçar para disseminar a idéia de que ninguém sozinho pode mais do que todos nós juntos. E perceber que o meu trabalho fica mais fácil quando todos colaboram.

Uma reflexão final

     A vida não é um problema a ser resolvido.
     É, isto sim, um mistério a ser vivido.


Leimar Ricardo Bandeira de Oliveira
Amazônia Planejamento e Consultoria
leimar_oliveira@hotmail.com
(48) 9971-1917
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