A
mais pedida

Chegou o fim de
tarde, o famoso “Happy Hour”, o
final de semana, e o que beber? A mais pedida
claro! A cerveja “caiu no gosto”
da maioria da população jovem
do Brasil; em bares, boates, festinhas, rodas
de samba, pagode ou acompanhando uma boa moda
de viola, ela é a mais solicitada.
A
cerveja chegou ao Brasil em 1808, trazida pela
família real portuguesa de mudança
para o Brasil colônia. Consta que o rei,
apreciador inveterado de cerveja, não
podia ficar sem consumir a bebida.
A
cerveja começa a ganhar seu espaço
em 27 de outubro de 1836, com a primeira notícia
sobre a sua fabricação no Brasil,
em um anúncio publicado no jornal do
Commercio, no Rio de Janeiro.
A
“loirinha gelada” tem seu sucesso
até os dias de hoje e o melhor, fazendo
bem a saúde e ao bem estar.
Cerveja
e Saúde:
Estudos
comprovam que o consumo regular de álcool
não faz mal a saúde, pelo contrário,
meio litro de cerveja para as mulheres e um
litro para os homens, pode ajudar a evitar o
aparecimento de doenças como a catarata.
Segundo cientistas canadenses e americanos,
ela pode prevenir doenças cardíacas
e diabetes, e com seu alto índice de
enzimas antioxidantes, previne o envelhecimento
precoce. Mas não se empolgue, pois um
copo de 300ml de cerveja possui 126 calorias,
e obesidade é uma doença grave,
vivida por grande parte da população
brasileira.
Além
de seu consumo moderado fazer bem a saúde,
a cerveja do “happy-hour” reduz
o stress. Muitas pessoas ao voltarem do trabalho
para casa dão uma “passadinha”
no bar ou encontram uma geladinha perdida no
fundo da geladeira e tomam para “abrir
o apetite” antes do jantar ou para dar
uma relaxada. Um grupo de pesquisadores sociais
que trabalhavam com Alain Marchand, Professor
na Universidade Paul-Valéry, Montpellier
III, queria saber se essa relação
fazia sentido. Eles entrevistaram pessoas com
uma média de idade de 37 anos, sobre
sua carga de stress e hábitos de consumo
de bebidas. O estudo chegou à conclusão
de que pessoas que apresentam um consumo moderado
de bebida alcoólica sofriam menos sob
sua carga pessoal de trabalho; seu stress psicológico
relativo ao trabalho se encontrava 25% mais
baixo do que o dos abstêmios. Já
consumidores que bebiam em excesso, por sua
vez, sofriam com freqüência 75% a
mais de stress relativo ao trabalho do que os
consumidores moderados.
Mas
como toda regra tem sua exceção,
a mais pedida nem sempre agrada a todos. A dentista
Paula Ferreira, 31 anos, diz que as suas bebidas
preferidas são as de sabor adocicado,
segundo ela, as bebidas doces liberam o hormônio
do prazer (serotonina), assim como chocolates,
e outros doces.
A
dentista acredita que as mulheres são
mais emotivas que os homens, portanto tendem
a gostar de bebidas doces, pois a liberação
de serotonina pelo cérebro supre as carências
emocionais.
Apesar
de não agradar a todos, a cerveja continua
sendo a preferida, pois representa uma bebida
refrescante e adequada para as grandes variações
climáticas de um país tropical
como o Brasil.