Jogo
de interesses

Hipocrisia dizer
que a vida não é um jogo de interesses
e que você ama seu namorado (a) pelo simples
fato de que o amor existe. Posso até
acreditar nesse sentimento, mas se não
houver uma troca de interesse, seja ela qual
for, ele fica somente como um símbolo
implorando para seu coração, que
você seja capaz de fazer essa troca.
Tolice
pensar que o jantar que seu príncipe
acaba de pagar foi um agrado, não vai
me dizer que você ainda acredita em Papai-Noel?
Com certeza mais tarde ele vai querer algo em
troca.
Ainda
existem pessoas que acreditam em gentilezas,
não se esqueça de não dizer,
o muito obrigado (a), por que se dizer, já
era, o favor tem que ser retribuído.
E o pior é quando elas não acreditam,
e fazem ou deixam alguém fazer algo por
elas, esperando um retorno.
É
maravilhoso ganhar presentinhos, cortesias e
lembranças, mas não quando se
trata do presenteado ser um jornalista. Políticos
são mestres, em dar cortesias a jornalistas
e o mais trágico é quem recebe
sabe muito bem o porquê de tal agrado.
Bonitinho
tratar seu chefe bem só por que você
adora seu emprego, olhar para um carrão
e falar nossa que homem bonito, sem ao menos
notar que ele é banguela, fazer aquela
cara de pidão que os homens só
fazem quando querem sair pra jogar uma bolinha
com os amigos, e qual é a mulher que
nunca arrasou na cama e logo ali no “bem
bom” confessa que usou todo o limite do
cartão de credito, e ainda ter a “cara
de pau” de dizer não eu não
sou interesseiro (a).
Politicagem
seria talvez a palavra certa, para pessoas que
usam da vida uma troca constante de interesses,
pessoais ou profissionais. Mas como seria o
mundo sem essas trocas? Estático talvez,
tais interesses são fundamentais que
sejam trocados, pois precisamos deles para que
haja uma interatividade com o próximo.
Esse
jogo é amplo e complexo, quando não
se joga direitinho tudo pode vir “por
água a baixo”.
E
esperto é o gato, que não precisa
ir até o portão em um dia de chuva,
esperar seu dono e ainda assim ganha seu leitinho
quente todos os dias.