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Mato Grosso
 
Taxação pode render até R$ 800 milhões por ano a MT, diz Wilson
Deputado defendeu que Mato Grosso crie legislação semelhante à do Mato Grosso do Sul

Postado em: 21/11/2018 14:55:17

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) voltou a defender, nesta quarta-feira (21), na tribuna da Assembleia Legislativa, a taxação do agronegócio em Mato Grosso. Segundo ele, caso o Estado crie uma legislação aos moldes da que existe em Mato Grosso do Sul, poderá aumentar a sua receita em cerca de até R$ 800 milhões por ano.

 

Pela legislação do Estado vizinho, as empresas do agro devem destinar para o mercado interno o corrrespondente a 50% daquilo que é exportado. Em Mato Grosso, não existe essa obrigação.

 

“Mato Grosso do Sul utilizou um decreto estabelecendo que nenhum produto rural, nenhuma cooperativa, nenhuma trading, seja a gigante Bunge, seja a Amaggi, ADM, Cargill, nenhuma gigante mundial estaria autorizada a exportar mais de 50% de produtos primários produzidos em Mato Grosso Sul”, disse.

 

“Só isso aí permitiu que a arrecadação de Mato Grosso do Sul tivesse um acréscimo de mais ou menos R$ 250 milhões em sua receita. Esses dados são de 2016. É provável que essa arrecadação já tenha ultrapassado os R$ 300 milhões ano”, completou.

 

Em quatro anos o governador Mauro Mendes terá mais de R$ 3 bilhões de dinheiro novo para fazer políticas públicas, para investir em infraestrutura e para industrializar Mato Grosso. Porque uma das nossas metas é fazer com que esses produtos não saiam de Mato Grosso

De acordo com Wilson, como o agronegócio em Mato Grosso Sul tem cerca de 1/3 do tamanho do de Mato Grosso, isso significa que se o Estado utilizar a metodologia utilizada lá desde 2005, poderá incrementar em sua receita de R$ 700 milhões a R$ 800 milhões por ano.

 

“Ou seja, em quatro anos o governador Mauro Mendes terá mais de R$ 3 bilhões de dinheiro novo para fazer políticas públicas, para investir em infraestrutura e para industrializar Mato Grosso. Porque uma das nossas metas é fazer com que esses produtos não saiam de Mato Grosso. Porque são produtos primários, que pelo menos o couro, a soja, o milho, o algodão e madeira fiquem aqui e que sejam industrializados em Mato Grosso”, disse.

 

O deputado relatou que o Estado têm os quatros elementos necessários (matéria-prima, mão de obra, energia e linha de crédito) para se industrializar. Frisou ainda um quinto elemento histórico: um governador oriundo do setor.

 

“Mato Grosso possui todas as condições, os elementos e requisitos necessários para industrializarmos de uma vez por todas. Primeiro: matéria-prima. É o que nós mais temos. Soja, milho, algodão, couro e milho. Segundo: energia. Somos exportadores de energia, qualquer indústria pode vir para Mato Grosso que tem energia de sobra. Terceiro: mão de obra. Temos quase 60 mil mato-grossenses desempregados que podem perfeitamente serem capacitados pelo Sesi, pelo Senai, pela Fecomércio, pelas prefeituras, pelo Estado, pelas universidades. E quarto: linha de crédito. Temos o FCO, por estarmos no Centro-Oeste, o BNDES”, afirmou.

 

“E o quinto elemento, que é histórico. Pela segunda vez, um homem oriundo da indústria chega para governar Mato Grosso. O primeiro foi Totó Paes, que venceu as eleições em 1903 e foi assassinado em 1906 no exercício de mandato. Ele era industrial, dono da Usina Itaici. Seu pai foi dono da Conceição, primeira grande usina rio abaixo. E agora, pela segunda vez, chega um homem da indústria, dono da Bimental, que presidiu a Federação da Indústria do Estado”, pontou. 

Fonte: www.midianews.com.br
 

 
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